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Conheça a cidade dos Reis Magos: Amedi no Iraque

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Conheça a cidade dos Reis Magos: Amedi no Iraque

Conheça a cidade dos Reis Magos: Amedi no Iraque

O bom de viajar, é que você nunca sabe aonde poderá chegar, e assim te afirmo isso com bastante propriedade.

Das aulas de história que tive na minha infância quando ainda morava em Brasília, ouvia falar da Mesopotâmia, e pra falar a verdade, nunca consegui entender muito sobre isso.

Pra quem não se recorda qual significado da palavra, Mesopotâmia vem do grego “meso” (entre) e “potamos” (rio), e é exatamente esse o seu significado “entre rios”. Isso se dá pois aquela região está situada entre os rios Tigre e Eufrates.

Depois da minha chegada ao Curdistão Iraquiano, comecei a explorar mais as cidades vizinhas.

Um dia, uma seguidora aqui do canal, me colocou em contato com um amigo Curdo, e ele gentilmente me falou que poderia me receber em sua casa na cidade de Amedi (ou também conhecida por Amadiya). Eu falei que iria, mas na hora estava fazendo mil coisas, não coloquei como prioridade aquele convite.

No dia seguinte, o rapaz a quem fui apresentado, me mandou mais uma mensagem, perguntando quando eu iria visita-lo. Naquela hora parei e coloquei o nome da cidade no google. Quando eu vi as imagens da cidade, não acreditei.

Fiquei mais surpreso ainda ao saber que Amedi é conhecida como a cidade dos Reis Magos, pois acredita-se que Baltasar, um dos Três Reis Magos, nasceu por lá. Em algum momento da história, os magos Belchior e Gaspar também passaram um tempo juntos na mesma cidade.

Parei tudo que tava fazendo, perguntei quando ele poderia me receber, ele disse que eu poderia ir quando quisesse. Falei pra ele que eu sairia de Erbil, capital do Curdistão Iraquiano, e ia conhecendo lugares pelo caminho, tentaria chegar em sua casa dentro de dois dias, e assim fiz.

No mesmo dia arrumei minhas malas, e parti em direção a Amedi.

Como chegar em Amedi:

Bem, da cidade de Erbil, peguei uma van que sai de hora em hora para a cidade de Dohuk. Uma das maiores cidades do Curdistão.

Da estação onde a van parou, peguei um táxi compartilhado para Amedi. Tive que esperar algo em torno de 1 hora até outros 3 passageiros aparecerem, e saímos em uma viagem super tranquila.

São 80km de distância, que são feitos em 1 hora e meia de carro.

Essa corrida me custou algo em torno de 10 dólares.

A estrada é simplesmente maravilhosa, montanhas por todos os lados, pequenas vilas pelo caminho, muitos animais. É bem interessante andar por aquela área com a camera na mão, pra não deixar de registrar nada.

(Foto: Na estrada entre Dohuk e Amedi, já nas proximidades da cidade)

A primeira vez que vi de longe Amedi, fiquei realmente emocionado, pois você vê montanha de um lado, montanha do outro e um corredor no meio com uma montanha menor e uma cidade em cima preenchendo totalmente o seu espaço. É maravilhoso ver como aquilo foi feito.

Sendo recepcionado:

Quando o táxi parou, o meu novo amigo já estava lá pra me receber, ele foi extremamente simpático e muito atencioso.

Ele gosta tanto de brasileiros, que sabe falar algumas palavras e conhece muito do Brasil: Política, geografia, costumes, achei isso bem legal.

Da parada de táxi, fomos andando para sua casa. Lá, seus pais já me esperavam na porta para dar as boas vindas.

Me acomodaram em um dos cômodos da casa, onde eu tinha um quarto todo pra mim.

A estrutura do quarto é bem legal, tem apenas almofadas em todas as laterais, e nada no meio, então qualquer coisa que você quer fazer tipo, ler, estudar, fazer suas refeições, assistir televisão, é só achar o melhor lugar, se acomodar e curtir o momento.

A idéia inicial era que eu ficaria dois dias e uma noite por lá, mas os planos mudaram, e fiquei 5 dias e 4 noites.

Quando o meu amigo soube que eu iria, ele simplesmente pegou férias no seu trabalho, só para me dar total atenção. Então os dias eram totalmente preenchidos com coisas legais pra fazer.

O que fazer:

A primeira coisa que eu fiz quando cheguei, foi ir almoçar, Amedi apesar de pequena, tem incríveis pequenos restaurantes, principalmente nos arredores da cidade. Há 4km da entrada principal, existe um vilarejo chamado Sulav, que recebe muitos turistas devido a um rio que deságua por lá, e fizeram uma piscina com água desse rio, então é uma atração bem procurada naquela região e possui dezenas de pequenos restaurantes por toda a parte. A comida é bem saborosa e muito bem servida. O prato por pessoa sai em torno de 4 a 6 dólares.

(Foto: Almoço na vila de Sulav, que está a 4km da entrada de Amedi)

(Foto: Piscina natural em Sulav, com água de uma das nascentes que sai das montanhas ao redor de Amedi. Centenas de pessoas passam por ai diariamente pra se refrescar. A entrada é gratuita e tem dezenas de restaurantes e lojinhas ao redor)

Após o almoço, saímos para desbravar um pouco mais.

O que recomendo a todos que tiverem a chance de ir lá fazer, é andar o máximo pela cidade. Não importa para que lado você ande, em algum momento você vai se deparar com o final da cidade e terá um penhasco a sua frente, achei isso super legal, pois você consegue ter a real idéia de estar em uma cidadezinha no topo de um morro.

(Foto: Centro de Amedi com a bandeira do Curdistão dando as boas vindas)

Depois de explorar o centro, o meu amigo chamou um de seus amigos e eles me levaram para uma das montanhas que tem de frente a Amedi, para que eu tivesse uma visão mais geral da cidade. Dirigiram por 5 minutos, chegamos a uma fazenda, e logo que vi Amedi de longe, tinha certeza que aquele momento ficaria eternizado em minha memória, como um dos lugares mais incríveis que eu conheceria. É inexplicável ver aquilo a sua frente. A cidade está a 1.400m acima do nível do mar.

(Foto: Vista da cidade de Amedi, de uma das montanhas que tem em frente a cidade.) 

Saimos então para visitar algumas atrações que tem nas redondezas de Amedi.

Poucos minutos dali, em uma vila localizada na parte inferior do morro onde está Amedi, tem uma casa destruída, que dava pra ver que era bem antiga. Ao descer, eles me explicaram que ali foi uma escola construída no ano de 940, chamada de Qubahan, onde o foco era ensinar Ciência Islâmica. Dali surgiram dezenas de famosos cientistas curdos.

(Foto: Dentro da escola de ciencias islamica, Qubahan. Construída há mais de 1500 anos atrás.)

Os dias seguintes foram bem interessantes. Eu sai para fazer caminhada nas montanhas, fomos para uma pescaria, mas o único peixe que peguei devolvi, pois achei muito pequeno, fomos nadar em um rio próximo.

Algo que achei legal, é que é muito normal pra eles saírem para fazer picnic. O fato de ter um turista lá, só intensificava as razões para sairmos para as montanhas, levando carne, refrigerante e amigos, para cozinhar, comer e jogar conversa fora. Foi muito interessante vivênciar tudo isso com tantas pessoas que conheci em Amedi.

(Foto: Pescaria sem vara. Amarramos a linha na mão, e jogamos no lago. Peguei esse peixinho, mas devolvi pra ver se ele cresce mais um pouco)

(Foto: Banho de rio próximo de Amedi. Um grupo de estudantes estava também por lá, acabei conhecendo mais algumas pessoas)

De volta a Amedi, meus amigos me falaram que antigamente, Amedi só tinha um portão de acesso (hoje tem uma estrada que também da acesso a cidade), e fomos lá pra conferir. Tudo continua da mesma forma que estava há milhares de anos. É muito interessante tentar imaginar tudo e todos que já passaram por ali.

(Foto: Portão que já foi o único acesso de entrada e saída a Amedi)

No caminho de volta, já no centro de Amedi, avistei um minarete que me chamou a atenção.

(Foto: Minarete no centro da cidade)

Minarete é a torre de uma mesquita, e é utilizado para anunciar as 5 orações diárias que existem na religião muçulmana. Normalmente o som é muito alto, pois o objetivo é conseguir propagar o som o mais distante possível.

Meus amigos conheciam o rapaz que ficava com a chave da mesquita, e falaram que se eu quisesse, poderíamos subir na torre. Eu não pensei duas vezes, e rapidamente fomos na casa do responsável pelo local.

(Foto: Selfie de cima do minarete)

Foram dias sensacionais.

Conheci dezenas de pessoas, de todas as idades, me senti extremamente bem acolhido em todos os lugares que passei.

Eu não passava mais de 30 minutos sem tomar chá. Pois por onde eu andava, todo mundo me me convidava para acompanha-los em uma rodada de chá. Foram dias sensacionais.

Do centro da cidade, quando eu estava tirando fotos das montanhas ao redor, vi que na montanha mais alta, havia uma construção bem no topo. Perguntei o que era e meus amigos me informaram que era um dos palácios do Saddam Hussein.

Pedi pra me levarem lá, eles falaram que não era legal, e na hora me convenceram de que eu não deveria ir.

Bem, assim que sai de Amedi, voltei pra cidade de Dohuk, pesquisei um pouco e no dia seguinte eu acabei voltando para as redondezas da cidade para explorar o palácio do Saddam.

Pra você acompanhar de perto como foi aquela visita incrível, clique AQUI e sera direcionado para o vídeo da visita que fiz por lá.

(Foto: Palácio do Saddam Hussein visto a distância, da cidade de Amedi)

 

É isso pessoal, obrigado a todos que seguem os meus canais.

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Danniel Oliveira, viajante que ama fazer trabalhos voluntários ao redor do Mundo, já conheceu 58 países e tem como sonho conhecer cada vez mais culturas, pessoas, aprender sempre com elas e trazer algum tipo de mensagem positiva para suas respectivas vidas.

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