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Visita as Ilhas Maldivas gastando pouco (por Nádia Guerreiro)

Ásia

Visita as Ilhas Maldivas gastando pouco (por Nádia Guerreiro)

Visita as Ilhas Maldivas gastando pouco (por Nádia Guerreiro)

Em 2015, eu estava em Pequim na China, quando conheci pessoalmente a Nádia Guerreiro, na época ela já seguia minhas viagens através das redes sociais, e coincidiu de estarmos na mesma cidade na mesma época.

Ela é natural e residente de Portugal, e assim como muitos que aqui seguem, é apaixonada por viagens, e mais ainda, ela tem uma grande paixão pelo mar.

Recentemente, acompanhando mais uma de suas aventuras, ela me falou que estava nas Ilhas Maldivas com o namorado, e para minha surpresa e falta de informação, existia sim a possibilidade de visitar aquele lugar incrível sem gastar rios de dinheiro, como boa parte dos meus amigos que foram para lá fizeram.

Bem, pedi gentilmente para que a Nádia fizesse sua observações, e na volta a Portugal, compartilhasse com a gente um pouco do que viu por lá, seu roteiro, passeios, gastos e opinião pessoal sobre o lugar.

Segue abaixo um pouco do que ela me passou em uma rápida entrevista:

1) Nádia, me conta mais como foi o planejamento da sua viagem as Ilhas Maldivas? Os preços de itens como voo, acomodação, passeios, assustou um pouco na preparação pra viagem?

A ideia de visitar as Maldivas surgiu enquanto eu planeava a viagem para o Sri Lanka. Depois de pesquisar melhor sobre as Maldivas descobri que de fato não é preciso um grande “budget” para incluir este paraíso na minha viagem à Ásia.

E não é por acaso, pois a melhor maneira e mais económica de ir para estas ilhas é apanhar um voo a partir da Índia ou do Sri Lanka. Por norma o preço dos voos ronda os 100-120$ partindo desses países.

Quanto à acomodação é muito simples, basta uma pesquisa no booking.com ou no agoda.com, airbnb, hotéis.com entre outros sites de alojamentos e encontram hotéis desde preços acessíveis a preços exorbitantes.

Como sabem Maldivas é constituída por mais de 1000 ilhas, onde só apenas 200 são habitáveis. Em parte dessas 200 ilhas,  concentram-se resorts de luxo e outras são habitáveis com os locais. Após algumas pesquisas, opiniões e conclusões sobre quais ilhas escolher, acabei por incluir no meu roteiro as ilhas Maafushi, Gulhi e Fulidhoo. Tirando Gulhi, que só tive de passagem e é uma ilha bem pequena, nas outras é possível planejar para fazer passeios e também hotéis.

Nada me assustou ou deixou-me preocupada com a preparação desta viagem, pois reservei os hotéis com alguma antecedência para não correr o risco dos preços aumentarem, assim como também organizei com antecedência a locomoção entre as ilhas, nas quais eram feitas nos barcos públicos.

2) Qual tipo de acomodação você ficou? E qual média de preço foi pago? 

É muito errado pensar que as ilhas das Maldivas são apenas destino para pessoas ricas. Maldivas também pode ser incluído no roteiro de qualquer mochileiro, pois é possível dormir lá por menos de 50$ (preço estimado para dois), com café da manhã incluído.

Eu fiquei hospedada em hotéis/hostels e foi por volta desse preço que paguei por quarto para duas pessoas, com banheiro privado e café da manhã. Atenção que nas Maldivas além do valor do quarto é cobrado mais taxas de serviço (entre 8 a 10%) , imposto (IVA 12%) e um imposto ambiental (3$ por pessoa) e por isso é que no total do valor do quarto fica em torno dos 50$, mas existe uma forma de não pagar essas taxas. Basta pesquisarem sobre o hostel/hotel que têm interesse, e ao invés de reservarem pelo site de alojamentos, tentem entrar em contato diretamente com o proprietário do hotel ou de quem trata das reservas (conseguem encontrar os contatos na internet, através do instagram ou facebook do hotel) e é só negociar o preço e chegar a um acordo para não pagarem as taxas. Conclusão 30-40$ um quarto nas ilhas das Maldivas para dois!

3) Quais foram os passeios pagos que você fez? E qual a média de preço?

É preciso ter em atenção que nas Maldivas não há assim muito para fazer para além de tudo o que está relacionado com o mar, por isso os meus 6 dias e 5 noites por lá foram suficientes.

Dentro das atividades a fazer, existem cerca de uns 5 a 6 tours, sendo eles:

– Snorkeling: Foi umas das que eu fiz, e paguei 25$ por pessoa com almoço incluído. O tour fornece o equipamento de snorkeling (óculos, tubo e barbatanas) e com um barco, vos transportam primeiramente para uma zona onde é possível ver os golfinhos a brincarem junto ao barco, é lindo como eles se divertem nadando ao lado do barco e exibindo-se dando grandes saltos na água, após isto a próxima zona será para fazer snorkeling perto dos corais com muitos peixes, com a possibilidade de ver raias ou e mantas. Se o mar permitir depois visitam um sandbank, que se trata de uma porção de areia (pequena ilha) situada no meio do mar. No meu caso, o mar estava um pouco agitado e por isso parámos em Gulhi para almoçar. 2 em 1, fiz o snorkeling e consegui visitar Gulhi que estava no meu roteiro.

– Night fish: Gostam de pescaria? Ora mais outra atividade que podem fazer e se divertirem a pescar durante a noite. Não fixei o preço da tour, pois também não tive interesse em fazer.

– Shark point: Que tal fazer snorkeling com os tubarões (nurse shark)? Lá é bem possível! Mas não se preocupem, os tubarões são alimentados todos os dias por isso eles nem ligam á carne humana. Cheguei a ver preços desde 25 aos 50$. Tudo depende de quantas pessoas conseguirem angariar para fazer o tour, acima de 4 pessoas já reduzem o preço. A minha ficou por 35$. Para além de fazer snorkeling ainda visitamos uma turtle point, onde nadamos com tartarugas, um coral point também para explorar os corais e os peixes que lá andam e ainda paramos numa sandbank, e não me faltou tempo para tirar fotos, vídeos, apanhar sol e dar uns mergulhos.

– Resort Day: Outro tour que existe, para quem quiser relaxar ou para quem tem curiosidade e vontade é passar um dia num resort. Existem preços desde os 60 até aos 120$ por pessoa, o preço vária de resort para resort, as varias são basicamente o que está ou não incluído (bebidas, comida, spa, etc), outros com algumas restrições e preços pagos à parte. O tour tem a duração de um dia, tendo que ao fim da tarde voltar para a ilha onde estava.

– Dive: E que tal fazerem mergulho de garrafa? Eu fiz e adorei a experiência, afinal de contas Maldivas é dos melhores lugaress para fazer mergulho. Sendo o meu primeiro mergulho, não tive de tirar o Open Water Diver, pois agora é possível fazer um mergulho apenas assistindo a um pequeno vídeo de 20 mins onde explica tudo e aprendendo dois skills na água. No meu caso o meu mergulho ficou a 70$. Já para quem possui o curso pode fazer mergulho apenas por 40$. 

– Há também possibilidades de alugar pranchas de padel, jet ski, parasailing entre outras atividades desportivas na água, mas não tenho informações sobre os custos.

4) Existem passeios ou atrações interessantes que não precisam ser pagos e vale a pena a visita?

Infelizmente fora os tours não existe muito para fazer além de pegar sol e dar uns mergulhos no mar (para quem gosta e aprecia então estará no lugar certo). O divertido é explorar o que o oceano índico nos tem para oferecer!

5) Sei que você é apaixonada por praia e por estar em contato com a natureza de um modo geral. Baseado nisso, me diz qual a classificação das Maldivas na sua lista dos países favoritos?

Maldivas é um paraíso tal e qual como o imaginamos e até mesmo como o vemos na televisão, mas a realidade é que é apenas praia. Não existe muito mais para fazer para do que foi respondido nas questões anteriores.

Gostei e adorei ter colocado as Maldivas no meu roteiro, mas a avaliar do tipo de viagem que gosto e faço, este país não ganhou lugar no meu top 3 de países favoritos.

6) Se você pudesse dar dicas do que fazer e o que não fazer para aqueles que querem conhecer as Maldivas gastando pouco, o que você sugeriria?

Primeira dica para quem quer gastar pouco: andar de transporte público.

Há três maneiras de se deslocarem das ilhas. Uma delas e a mais cara é de hidroavião, onde, normalmente este meio de transporte é combinado e pago logo na tarifa dos quartos dos resorts, que também dependem muito da distância a que estes se encontram do aeroporto.

Outra opção, já possível para os bolsos dos mochileiros, mas não a opção mais barata é o speedboat. Como o nome indica, são barcos mais pequenos que fazem os trajetos de maneira mais rápida e cómoda, e funcionam a qualquer hora e qualquer altura, basta combinar com o hotel. Quanto ao preço os trajetos já variam entre os 25$ para cima, por pessoa. Infelizmente tive de recorrer a este método no primeiro dia, pois não havia, nesse dia, barcos públicos para Maafushi.

Para facilitar a vida de quem quer pagar pouco nada melhor que o barco público, onde o preço é muito mais apelativo e vai depender do trajeto, mas varia entre 2-5$ por pessoa, por trecho.

(Foto: Horário de alguns dos barcos públicos)

Aeroporto – Malé – 15 mins de barco, custa 1$ ou 10 Rufyaas (moeda das Maldivas);

Para apanhar os barcos para outras ilha, tem de atravessar Malé até ao outro porto, pois é daí que os barcos saem. Podem ir 45 minutos a pé mais ou menos, ou então apanham logo um táxi que custa 25 Rufyaas (1,5$).

Malé – Maafushi – 25$ (speedboat). Se optarem por transporte público fica por 53 Rufyaas (3,5$).

Maafushi – Fulidho – 53 Rufyaas (3,5$).

Fulidhoo – Malé – 53 Rufyaas (3,5$), com parada em Maafushi.

Só nos transportes já poupam muito dinheiro, apesar de demorar o dobro do tempo a chegar ao destino.

E como expliquei sobre as taxas dos hotéis, se combinarem com o proprietário conseguem poupar mais algum aí.

Quanto à comida, se comerem nos cafés locais não chegam a pagar mais de 7-10 $ por pessoa. Por isso basta quererem e conseguem aproveitar o paraíso com pouca grana no bolso.

 

7) Qual sua praia e qual foi o seu passeio preferido?

Não há nenhum passeio/praia de eu defina de preferido, acho que o conjunto de todas as experiencias e paisagens que as Maldivas me proporcionou fizeram desta uma viagem única e a verdade é que este país não me dececionou, mesmo não tendo dinheiro para estar num hotel de luxo e num quarto com piscina privada e com o mar a dois passos da porta do quarto, por isso, Maldivas é para todos.

8) Você teve contato com o povo local? O que achou da Cultura do povo que mora lá?

Esta parte é muito importante terem em consideração. Maldivas é um país muçulmano, e em todas as ilhas onde moram locais existe uma mesquita onde fazem as suas rezas. Sendo um país muçulmano, existe apenas uma zona chamada de “bikini beach” em cada ilha (expeto as ilhas dos resorts) onde os turistas/viajantes vão pra praia, pois no resto na ilha não é permitido andar de bikini por respeito à cultura deles. Outra restrição que existe é também não haver álcool nas ilhas, é proibido (nos resorts a história é diferente).

São um povo muito respeitador, cuidadoso e sempre dispostos a ajudar no que for preciso. Super simpáticos, curiosos e disponíveis. Fui sempre bem tratada pelos locais.

É importante saber também que às sextas-feiras são dias importantes para os muçulmanos, em que se reúnem para orar em congregação e por isso não existe os barcos (públicos) para se moverem de ilha.

9) O que mais te chamou atenção na viagem?

Impossível não admirar o azul-turquesa que banha as ilhas, a biodiversidade enorme da vida marinha, o bom tempo e a simplicidade da vida dos locais, que são felizes com o pouco que têm, e das paisagens paradisíacas das quais podemos vivenciar. Tudo isto faz parte das Maldivas e do seu encanto.

10) Teve alguma coisa que você não gostou?

Não houve nada em concreto que não tenha gostado. Os dias passados lá foram ótimos, só é necessário antes um bom planeamento da viagem, pois nem sempre os barcos fazem a mesma rotas todos os dias, (sexta-feiras que não existem barcos), nem todas as ilhas tem bancos para levantarem dinheiro (Maafushi tem um, outra sugestão é levantarem/trocarem logo no aeroporto) e como se tratam de ilhas pequenas não esperem encontrar muitos restaurantes/lojas.

11) Qual a melhor memória desta experiência que você viveu?

Sem dúvida alguma que o que me marcou e vou recordar para a vida foi o mergulho de garrafa, naquele mar lindo e cheio de vida. Não é a toa que este é um dos melhores lugarespara se o fazer. Por isso quem for viajar para lá ou para qualquer parte do mundo não se esqueçam aproveitar ao máximo e de criar boas memórias para a vida.

Agradeço aqui a Nádia, por sua atenção e carinho em responder a essas perguntas.

Para aqueles que querem seguir suas viagens ao redor do mundo, seu Instagram é @nadiaguerreiro2.

 

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