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Realizando o sonho de conhecer a Índia (por Henriete Oliveira)

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Realizando o sonho de conhecer a Índia (por Henriete Oliveira)

Realizando o sonho de conhecer a Índia (por Henriete Oliveira)

Pegar uma mochila e sair viajando pelo mundo é algo que muitas pessoas sonham em fazer, mas por um motivo ou outro, esse sonho acaba ficando pra trás.

Com a paranaense Henriete Oliveira, natural de Rio Bom, esse desfecho foi diferente.

Desde pequena, tinha o sonho de visitar a Índia, e recentemente, transformou tudo isso em realidade e em menos de 5 meses foi duas vezes ao país e já está com planos de retornar pra Índia em breve.

Eu tive a oportunidade de saber da sua incrível história e fiz uma breve entrevista, para compartilhar aqui com vocês.

Acompanhe aqui como foi o nosso bate papo:

1) Desde quando a senhora tinha o sonho de conhecer a Índia?

Eu acredito que algumas coisas em nossas vidas não tem explicações, elas simplesmente acontecem.

Quando era criança, fui passar as férias de fim de ano na casa de um tia em Belo Horizonte, Minas Gerais, e por lá acabei ficando para dar continuidade aos meus estudos.

No primeiro bimestre a professora solicitou que fizéssemos um trabalho em classe. Foi uma analise sintática de um poema. Sempre amei literatura, poesia, mas nunca havia me deparado com nome do autor Rabindranath Tagore.

Fiquei encantada com o poema, e senti que aquele nome tão diferente não me era desconhecido. Terminado o trabalho, procurei pesquisar tudo que pude sobre a nacionalidade, vida e obras do autor. Descobri que ele era indiano, nasceu em West Bangal, e deixou um vasto legado literário no campo da pedagogia, filosofia, poesia, teatrologia e ética humana, sendo assim uma referência cultural na Índia.

Eu estava nessa época com dez anos idade, e prometi pra mim que um dia eu conheceria aquela terra tão linda, exótica e tão distante.

2) Porque não foi possível ir a Índia anteriormente?

Precisei esperar por longos anos pra realizar um dos meus maiores sonhos de criança. Creio que tudo em nossa vida acontece na hora certa, no momento exato, nem antes nem depois.

(Foto: Lago em Vagamon)

3) O que mudou internamente, pra que a senhora tivesse a motivação necessária para visitar a Índia?

A motivação já vinha de longa data, desde quando me interessei em ler sobre a vida e obras de Rabindranath Tagore e seus romances maravilhosos, seu pensamento humano em relação aos valores para vida, a cultura indiana, sua culinária, a medicina natural Ayurveda, suas paisagens montanhosas e recortadas por rios e lagos belíssimos.

(Foto: Distrito de Idukky, Kerala)

4) Então em um determinado momento a senhora viu que era a hora de realizar aquele sonho antigo. Me fale como foi o planejamento para esta viagem?

Ano passado (2016), durante meu trabalho como professora de Ética, Cidadania e Relação Interpessoal no Pronatec em Brasília, entre as turmas de alunos, tivemos duas turmas de refugiados dos mais variados países no curso de Português e Cultura Brasileira para Estrangeiro. Inclusive alguns paquistaneses e indianos.

Entre esses alunos havia alguns que não eram refugiados estavam aqui pra estudar a nossa cultura e conhecer o Brasil. Resolvi então que ao terminar o curso eu viajaria para índia. Procurei uma agencia de viagem onde ainda trabalha um grande amigo e com sua ajuda consegui organizar facilmente a minha viagem.

(Foto: Com a Anika em Pallai)

5) Quais foram os maiores medos antes de chegar por lá?

Medos? (risos) Somente das turbulências nas longas horas de voo do Brasil à Europa e depois pra Ásia. Em momento algum tive medo de nada que estivesse por vir.

6) Então no ano de 2016 a senhora acabou indo não só uma vez, mas acabou indo duas vezes. Quanto tempo passou em suas visitas ao país?

Viajei dia seis de abril e fiquei dezessete dias no estado de Kerala no sul da Índia. Alguns meses depois, voltei pra lá, foi em Julho e permaneci por mais vinte e dois dias.

Meus colegas de trabalho falaram que eu era louca, pois em menos de dois meses já ia voltar pra Índia. Mas como da primeira vez eu não pude ficar mais por causa do meu trabalho, peguei as férias de julho e uns dias de trabalho extra que havia feito, acabei ficando mais tempo do que na primeira visita.

(Foto: No hotel de frente pra praia em Kovalam)

7) Como foi sua experiencia?

A minha experiência na Índia foi incrível, as pessoas, as comidas, a paisagem, tudo tão maravilhoso. E na minha segunda visita, ao chegar no aeroporto de Cochi foi como se eu estivesse voltando pra casa e revendo toda aquela beleza de cores, aromas, e diferença de cultura daquela sociedade.

8) Quais foram as principais mudanças que essa viagem trouxe pra sua vida?

Li certa vez em um depoimento de alguém que havia visitado a Índia e que ao retornarmos ao nosso país de origem nunca mais seríamos a mesma pessoa. Realmente. Tive oportunidade de conhecer várias cidades, e lugares turísticos, como as praias de Kovalam, rios, as montanhas geladas de Munar e a montanha azul de Vagamom (citada no desenho do Dragon Ball), cachoeiras, parques ecológicos e o imenso lago de águas de jade da cidade de Alapuza. Também visitei casas de apoio, orfanatos, bibliotecas e inúmeros templos indus e igrejas cristãs onde católicos e evangélicos dividem o mesmo espaço no momento das orações.

A culinária é deliciosa, diversificada e aromática, pra quem gosta de comida natural (amo) é riquíssima em sabores exóticos. A simplicidade, hospitalidade, e humildade das pessoas com as quais eu tive oportunidade de compartilhar os dias em que permaneci na índia, a beleza imensa daquelas montanhas azuis, a coragem dos pescadores desafiando o perigo das águas revoltas no mar, o carinho das crianças nos educandários por onde eu passei, foi realmente a mais importante graduação que fiz em toda minha vida, enquanto pessoa humana.

Com certeza não há como continuar sendo a mesma pessoa. Hoje eu vejo a vida por um outro ângulo. Não precisamos de muito para sermos felizes, precisamos sim ter coragem, atitude e a certeza de que se nos unirmos às forças do bem haverá sempre algo sublime que nos impulsione a viabilizarmos os nossos projetos, e a realizarmos nossos sonhos, mesmo aqueles que acreditamos serem tão impossíveis. Porque na verdade a questão da impossibilidade não faz sentido quando temos fé e acreditamos realmente nosso potencial Divino.


(Foto: Com a anfitriã em Kerala)

9) O que a senhora diria pra aquelas pessoas que tem sonhos na gaveta, mas ainda falta coragem para executa-los?

Sonho não é pra ficar na gaveta, sonho é um projeto de vida, um objetivo, seja ele no campo profissional ou pessoal é um mecanismo pra realizarmos nossa felicidade enquanto seres humanos. E ninguém é mais responsável por essa realização do que nos mesmos, com a nossa atitude, coragem e determinação e nossa fé em Deus.

(Foto: Kovalam)

10) A senhora pensa em retornar para a Índia?

Sim, com certeza. Estou me organizando para retornar a Índia em Julho de 2018, para mais uma temporada de novas descobertas e rever os amigos que conheci em minhas primeiras visitas.

 

Fica aqui o meu agradecimento a Henriete pela entrevista, espero que muitas coisas boas venham a fazer parte da sua vida, e que a Índia tenha o prazer de reve-la muito mais vezes.

Entrevistada realizada com: Henriete Oliveira

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Danniel Oliveira, viajante que ama fazer trabalhos voluntários ao redor do Mundo, já conheceu 58 países e tem como sonho conhecer cada vez mais culturas, pessoas, aprender sempre com elas e trazer algum tipo de mensagem positiva para suas respectivas vidas.

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